Pandemia Segundo o Espiritismo
O que o Espiritismo tem a nos dizer e ensinar sobre o atual momento da pandemia.
De tempos em tempos, a Humanidade terrestre passa por fases difíceis como guerras sanguinolentas, epidemias devastadoras, tragédias que inquietam a Humanidade, entre outras formas de manifestações.
Tudo isso causa em nosso íntimo muito temor, angústia, aflições e a nossa imunidade espiritual, mental e física diminui, e ficamos expostos ao agente de terror. Não devemos encarar a atual pandemia, como um momento unicamente de dor e cuidados preventivos e necessários, mas precisamos encarar com uma provação, uma forma de demonstrar a nossa Fé, Esperança e Confiança no Criador.
Deus, que tudo sabe, não deixaria que essa pandemia se alastrasse dessa forma, sem um propósito maior, que muitas vezes não aceitamos e não entendemos, mas tudo na obra do Criador tem um Bem Maior.
Assim como questionou, o excelso Codificador da Doutrina Espírita, o Sr. Allan Kardec, e a pergunta e respostas transcritas na primeira obra "O Livro dos Espíritos" nas perguntas referente a Lei de Destruição, questiona o Codificador, transcrevemos:
728 – A destruição é uma lei da Natureza?
– É preciso que tudo se destrua para renascer e se regenerar, porque o que chamais destruição não é se não uma transformação que tem por objetivo a renovação e melhoramento dos seres vivos.
731 – Por que, ao lado dos meios de conservação, a Natureza, ao mesmo tempo, colocou os agentes destruidores?
– O remédio ao lado do mal. Já o dissemos, é para manter o equilíbrio e servir de contrapeso.
737 – Com que objetivo Deus atinge a Humanidade por meio de flagelos destruidores?
– Para fazê-la avançar mais depressa. Não vos disse-mos que a destruição é necessária para a regeneração moral dos Espíritos, que adquirem, a cada nova existência, um novo grau de perfeição? É preciso ver o fim para lhe apreciar os resultados. Não os julgais senão sob o vosso ponto de vista pessoal e os chamais de flagelos por causa do prejuízo que vos ocasionam. Mas esses transtornos são, frequentemente, necessários para fazer alcançar, mais prontamente, uma ordem melhor de coisas, e em alguns anos, o que exigiria séculos.
738 – Deus não poderia empregar, para o aprimoramento da Humanidade, outros meios senão os flagelos destruidores?
– Sim, e o emprega todos os dias, visto que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. É que o homem não aproveita; é preciso castigá-lo em seu orgulho e fazê-lo sentir sua fraqueza.
739 – Os flagelos destruidores têm uma utilidade, sob o ponto de vista físico, malgrado os males que ocasionam?
– Sim, eles mudam, algumas vezes, o estado de uma região; mas o bem que disso resulta não é, frequentemente, percebido senão pelas gerações futuras.
740 – Os flagelos não seriam igualmente para o homem provas morais que o submetem às mais duras necessidades?
– Os flagelos são provas que fornecem ao homem a ocasião de exercitar sua inteligência, de mostrar sua paciência e sua resignação à vontade de Deus, e o orientam para demonstrar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se ele não está mais dominado pelo egoísmo.
Precisamos estar vigilantes e em oração para que possamos aumentar a nossa imunidade espiritual, mental e física, pois a Mente é o nosso controle central, responsável por criar a nossa saúde ou na nossa doença, se a nossa Mente invigilante titubeia na Fé e na Confiança com o Criador, quase sempre somos chamados ao exercício da reflexão pela Dor.
Neste momento de Pandemia, é necessário que estejamos em meditação profunda de nossos atos, é uma resposta do Criador para que possamos passar neste momento de transição planetária com o mínimo de dores possíveis, pois está claro que por muito tempo estamos ferindo o planeta Terra e uns aos outros, e esse é um momento em que temos que nos decidir se estamos com Jesus ou não.
A Pandemia está aí, instaurada, e caberá ao Homem dar o fim a ela, quando abrir os olhos para o Amor, para o despertar mínimo que seja para a Compaixão, Empatia, a Fé e Amor ao próximo. Busquemos a reflexão de nossos atos, verificando em nossos Pensamentos, Atitudes e Ações se estamos contribuindo com os trabalhos de Jesus ou se estamos atrapalhando-o com as nossas más inclinações.
Sejamos verdadeiros, pois, somos os trabalhadores da última hora, e fomos os escolhidos para estagiar na Terra neste momento de transição, porque, Jesus deposita em nós toda a sua confiança para cooperar com o seu trabalho no Evangelho, resgatando as ovelhas perdidas, portanto, paremos de nos afastar de Jesus e nos encaminha ao seu encontro.
Jesus, está aqui presente em nós neste momento, pedindo para que nós despertemos, falando com todos nós aqui da Terra, - Filho desperte, deixe de lado tudo que é nocivo para você e para os outros, Ame e Compartilhe.
Que aprendamos a ver essa Pandemia como uma oportunidade do nosso resgate moral, espiritual, mental e físico, é a separação do joio e do trigo, porque nada adianta falar que somos cristãos, se nos momentos em que somos convocados ao trabalho com o Cristo, ficamos perdidos, desesperados e aflitos, não é esse o propósito da Pandemia, mas o despertar! Acordemos, somos trabalhadores de Jesus! Que fizemos muitas promessas antes de reencarnarmos, agora cumpramos o que prometemos.
Vigiai e Orai, a Pandemia causa-nos medo e dor, mas que aprendamos com esse momento, levar Confiança, Amor, Esperança e Fé para estes que estão aflitos, não desamparemos os que precisam de nós, ajudemos sempre, em qualquer momento e em qualquer lugar, não é momento para dar desculpas para abandonar o nosso próximo por medo do Covid 19, tenhamos sim todos os cuidados preventivos e necessários, façamos a nossa parte para combater a pandemia, mas que cumpramos com o nosso dever.
"Senhor, fazei-me instrumento da vossa paz Onde houver ódio, que eu leve o amor Onde houver ofensa, que eu leve o perdão Onde houver discórdia, que eu leve a união Onde houver dúvida, que eu leve a fé
Onde houver erro, que eu leve a verdade Onde houver desespero, que eu leve a esperança Onde houver tristeza, que eu leve alegria Onde houver trevas, que eu leve a luz
Ó mestre, fazei que eu procure mais Consolar que ser consolado Compreender que ser compreendido Amar que ser amado Pois, é dando que se recebe É perdoando que se é perdoado E é morrendo que se vive Para a vida eterna
Ó mestre, fazei que eu procure mais Consolar que ser consolado Compreender que ser compreendido Amar que ser amado Pois, é dando que se recebe É perdoando que se é perdoado E é morrendo que se vive Para a vida eterna"
Oração de São Francisco de Assis
Muita paz!